quarta-feira, 9 de março de 2011

Eu

Sou uma preguiçosa por natureza. Amo ficar a fazer ronha na cama de manhã, principalmente no inverno quando os lençóis aconchegam e sei que tenho uma companhia a quem me enroscar mal acordo. Muitas vezes faço-o durante a noite de maneira inconsciente para procurar o melhor conforto. Amo dormir de mãos dadas. Nunca te vou largar e não. Sabe tão bem tudo ao teu lado.
Um dia gostava de escrever um livro. Um livro sobre não sei bem o quê. Talvez escrevesse coisas banais do dia-a-dia, da rotina, da escapada à rotina durante momentos, do tempo. Por vezes gostava de ter dias com 48 horas, para fazer mais coisas, para não adiar, simplesmente para ter mais tempo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Mais um dia

Mais um dia doente e em casa. Para juntar aos acontecimentos fiquei sem tv e agora limito-me a ver séries online para não morrer de tédio. Amanhã regresso à rotina que também necessito porque isto de estar parada muito tempo já me está a fazer comichão. Não me posso queixar da dose de mimo extra que tenho levado do meu menino que me cuida todos os dias, e me acorda para me obrigar a engolir o comprimido à uma, duas o três da manhã, e tem paciência, e me sussurra "Amorzinho acorda"... E eu amo-o por isto e tanto mais. Assim as coisas ficam mais simples todos os dias.

terça-feira, 1 de março de 2011

Risqué - Astral



É tão gostoso, tão cremoso, tão natural. Um mimo
Recomenda-se

I need a dollar


"I need a dollar dollar, a dollar is what I need
hey hey
Well I need a dollar dollar, a dollar is what I need
hey hey
And I said I need dollar dollar, a dollar is what I need
And if I share with you my story would you share your dollar with me"


O dinheiro comanda a sociedade consumista na qual nos inserimos, somos comandados por ele, e em função dele traçamos o nosso destino, para nos sacrificar-nos por um futuro melhor, uma casa, um carro, um curso superior, para poder encher o carrinho das compras no fim-de-semana e conhecermos um pouco mais do mundo que nos rodeia. Um amor e uma cabana já não é aplicável aos dias de hoje. O amor não paga os impostos e a cabana necessita de dinheiro assim como nós para ser sustentada. O dinheiro compra muitas vezes a saúde, pelo que quem não o tem, não tem acesso a um sistema de saúde, medicamentos e tratamentos. Quem o tem pode tentar acelerar o processo encaminhando-se pelos privados que se por um lado precisam de muito dinheiro, por outro não estão lotados pelas razões óbvias e conseguem dar resposta mais rápida aos utentes. No entanto continuamos a precisar da cabana que pode ser representada pelo lar que construímos, ao lado do amor que nos preenche a existência e nos acalma a alma todos os dias.  

Escrever

Desde pequena que adoro fazê-lo. Costumava escrever os meus desabafos, desejos, as frustrações da idade complicada que se avizinhava e raramente escrevia sobre coisas boas ou banais. Era egoísta e apenas me socorria da caneta e do papel quando precisava, quando não tinha um ouvido ali para mim ou quando apenas me apetecia escrever por escrever. Lembro-me que a maioria das vezes a mão escrevia por si só. Segurava a caneta e ganhava vida própria. Cheguei a ler coisas que naquele momento seria capaz de jurar que nunca escrevi. Mas tinha a certeza que fui eu porque se tratava da minha letra e dos meus papéis. Hoje continuo a gostar de escrever, embora não o faça tanto quanto gostaria. Adoro ler mas desde que entrei na faculdade e tentei acompanhar o curso com um full-time simplesmente deixei de o fazer. Passei a fazer da leitura uma obrigação imposta pelos professores que mandam imprimir 10 vezes mais aquilo que é realmente necessário. Um dia destes prometo que compro um livro.