Desde pequena que adoro fazê-lo. Costumava escrever os meus desabafos, desejos, as frustrações da idade complicada que se avizinhava e raramente escrevia sobre coisas boas ou banais. Era egoísta e apenas me socorria da caneta e do papel quando precisava, quando não tinha um ouvido ali para mim ou quando apenas me apetecia escrever por escrever. Lembro-me que a maioria das vezes a mão escrevia por si só. Segurava a caneta e ganhava vida própria. Cheguei a ler coisas que naquele momento seria capaz de jurar que nunca escrevi. Mas tinha a certeza que fui eu porque se tratava da minha letra e dos meus papéis. Hoje continuo a gostar de escrever, embora não o faça tanto quanto gostaria. Adoro ler mas desde que entrei na faculdade e tentei acompanhar o curso com um full-time simplesmente deixei de o fazer. Passei a fazer da leitura uma obrigação imposta pelos professores que mandam imprimir 10 vezes mais aquilo que é realmente necessário. Um dia destes prometo que compro um livro.
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